| "O Astro Iluminado da Comunicação Brasileira" | |
O plantão do GRES Beija-Flor de Nilópolis informa: está começando agora a apresentação do projeto de carnaval para 2014.
Saindo do caos da evolução da espécie humana, quando o novo ser decide se agrupar, surge a grande necessidade de se comunicar.
O desafio está lançado, e o gênio Sumério se destaca. A escrita é cuneiforme, para harmonizar a lendária Torre. A fonética, com os Fenícios, traz o som e dá corpo novo à linguagem, começando a grande saga da comunicação: ideogramas e hieróglifos materializam as ideias, que em todos os cantos da Terra se identificam.
Na Babilônia, sinais no céu; em tribos distantes, sinais de fumaça; mais adiante, aves como correios; na Índia, folhas de bananeira; no Egito, a nobreza do papiro e, finalmente na China, a invenção do papel.
A comunicação em xeque; a importante contribuição de civilizações antigas; a inspiração e a influência dos deuses das artes e da comunicação; o desdobramento da revolução tecnológica, o fomento da tecnologia da informação e a chegada dos chamados Tempos Modernos; a história e a relevância de diferentes meios de comunicação: telefone, imprensa, rádio, cinema, televisão, publicidade, propaganda e internet; a trajetória de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho; sua origem espanhola e suas principais paixões: gastronomia, medicina e carnaval; o mago Boni, expert em multimídia e referência em alto padrão de qualidade.
Que babado é esse na folia?
No carnaval, o barracão é uma fábrica de sonhos, a Passarela do Samba é o picadeiro de um grande circo à céu aberto, e o desfile na Marquês de Sapucaí é uma janela para o mundo inteiro, em tempo real.
Luz, câmera, ação!
Está no ar "O Astro Iluminado da Comunicação Brasileira!
Autores: Laíla, Fran Sérgio, Ubiratan Silva, Victor Santos, André Cezari e Bianca Behrends
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sábado, 28 de setembro de 2013
Sinopse da Beija-Flor, Carnaval 2014
Sinopse do Salgueiro, Carnaval 2014
| "Gaia, a vida em nossas mãos" | |
Para o carnaval de 2014, o G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro abraça um tema atual e presente: o nosso envolvimento com o Planeta Terra, que é a nossa casa, o nosso território e onde a vida acontece, até onde o sabemos, de forma única em todo o Universo conhecido.
Desde os primórdios da Humanidade, diversos povos construíram seus mitos para explicar a Criação do Mundo. Gaia para os gregos significa Terra, o lugar em que habitamos, que cultivamos, onde criamos nossos filhos, onde celebramos a vida com festa, com alegria e, sobretudo, com o carnaval.
Outros povos também contam, à sua maneira, como o mundo foi formado. Os povos de língua iorubá, por exemplo, acreditam em um deus supremo a quem chamam Olorum, um ser não manifesto enquanto denominam o Ayê, o mundo tangível, real e mundano, como sendo o aqui e agora em que vivemos, separados do plano divino. Citamos a cosmogonia iorubá por estar próxima da nossa realidade cultural e por serem seus mitos bastante difundidos em muitas manifestações artísticas e culturais do Brasil. Nela cada Orixá representa um aspecto da natureza, uma parte do todo que constitui o mundo, assim como Gaia. Desta forma temos a presença de Xangô, dominando o elemento fogo. O saber de Oxóssi e Ossanha sobre as coisas da terra e do mundo vegetal. A força de Iansã regendo o movimento dos ventos, a leveza de Iemanjá e Oxum reinando sobre as águas, enquanto Ogum vislumbra o domínio das armas e a fortaleza do ser humano, eterno guerreiro. Estes domínios constituem a harmonia e o mando do Olorum sobre a Terra.
O remoinho do Mundo
Gaia é a vitória da ordem sobre a desordem do Caos, quando a matéria do mundo se encontrava misturada, sem forma e sem sentido. Gaia é o preenchimento do vazio, o chão que pisamos; o mar, as montanhas, o ciclo dos dias e das noites, o meio ambiente em que nós nos adaptamos ao longo do tempo.
Na plenitude de Gaia, na harmonia de suas formas, na sua composição, podemos ver e sentir a dança dos quatro elementos: Terra, Água, Fogo e Ar. E tudo que eles representam como matéria e como espiritualidade.
Quando abraçamos a Terra, sólida e compacta, sentimos sua força sutil de onde tiramos o sustento, tanto para a carne, como para o espírito. Nela nos abrigamos, por ela caminhamos rumo ao trabalho ou a passeio. Nela firmamos os pés e sonhamos com reinos de abundância, terras da utopia, amores e conquistas. A Terra é um ser sensível. Onde o homem for generoso com ela, ela o será com ele.
Quando contemplamos a Água vemos que ela está em nós, é a fonte da vida, purificadora evocada em quase todas as religiões, em todos os continentes, seja nas cerimônias de batismo, nos banhos sagrados ou na água benta. Ela está em toda parte e cobre quase todo o Globo. A grandeza das águas justifica o Planeta ser azul e ser um ambiente ímpar em todo o espaço sideral.
Por sua vez, o Fogo nos remete aos tempos imemoriais. Ele foi nossa arma para dominar o mundo, para cozinhar, conservar os alimentos e aquecer o abrigo contra as mudanças do tempo e a ameaça dos animais. Apesar da sua força, por vezes indomável, ele nos inspira calor e proteção. Ele é a transformação, o pai da alquimia, queimando o que foi e fazendo o que será, em outra substância, em outra dimensão. O que há de renascer das cinzas?
Fechando o ciclo temos o Ar, talvez o mais delicado entre os elementos por ser o menos visível, porém o mais presente. Respiramos desde que nascemos e a atmosfera é uma massa de ar que nos liga, seres humanos, uns aos outros, onde quer que estejamos. Os ventos desconhecem as fronteiras e a brisa pode antecipar os furacões...
Gaia é uma caixa de ressonância, som do arado sobre a terra, da mão sobre o tambor, da folha que cai no chão, é olho da mina d'água, a chama da vela acesa, uma linha de fumaça, ecoa encantos e belezas, é o ser em contemplação.
Mas será que não sabemos o que estamos fazendo com o Planeta Terra? Será que nossa visão é tão pequena e estreita que não conseguiremos deter este cenário de destruição que nos afeta a todos? O que representaria uma existência plena, ecológica?
Vivemos num tempo acelerado, a comunicação reduziu as distâncias, os sistemas de informação colocam o mundo em tempo real em todos os lugares. Tudo parece fácil e acessível e por vezes estabelecemos metas inatingíveis. Somos tomados pela ansiedade e pelos buracos negros da depressão e tem horas que não vemos luz no fim do túnel.
Corações e mentes por todo o Planeta Terra colocam suas forças em busca de soluções e saídas. Desejam inverter o quadro onde se aponta uma volta ao caos inicial, agora causado pela mão do homem, com sua ganância, e seu poder de destruição.
Há outras fontes de energia sustentáveis, outras propostas de organização das cidades, há outros modos de se obter qualidade de vida.
O amor à Gaia é uma maneira de sairmos do impasse. Gaia tem a força da mudança, é uma forma de oração, a quem nos voltamos com carinho, é nossa Mãe, nossa luz, brilhando no espaço, pontinho azul acenando para a imensidão do Cosmos silencioso, é a nossa promessa de vida e de felicidade.
Renato Lage e Márcia Lage
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Sinopse da Portela, Carnaval 2014
| ''Um Rio de mar a mar: do Valongo à glória de São Sebastião'' | |
Invocação
Sob o axé de Candeia e a proteção de São Sebastião, exaltaremos o povo que se fez transformador de seu destino, de sua cultura e de sua cidade.
Cantaremos os encontros da história entre os dois lados do mar, através do canal que os une, a avenida Rio Branco - aqui retratada como um rio onde navegam dores, sonhos, lutas, prazeres, fantasia e devoção.
Através de seu curso, numa viagem atemporal, idas e vindas de fatos se misturam nessas águas, caminho de mão dupla onde o carioca faz e refaz o seu destino.
De sua construção servil, com seus braços a construir o reverso da dor ao transformar o porto, outrora paldo da chegada da escravidão, em um ancoradouro de cheganças, de boas venturas e de esperança.
A grande Avenida que se abriu no início do século XX foi um marco de transformação da cidade e da identidade de seu povo e, no corredor do tempo, serviu de cenário de grandes acontecimentos sociais e políticos do nosso país. Acima de tudo, esse eixo histórico testemunhou no correr de sua águas a constante modernização de nossa metrópole.
Porém, é o corpo vivo desse povo diverso, o carioca, que homenageamos neste enredo. É ele quem constrói a sua glória diária e infinita. É ele quem, personificado em cada um de nós, desfilantes da Portela, se banha nessas águas de emoção.
Preparem-se, pois a maré vai subir e o mar da Guanabara vai invadir a passarela do samba, desfilando seu rio azul e branco.
Oh, Mártir São Sebastião! Guiai teus filhos! Livrai-os da tirania, da fraqueza e da falta de fé. Tornai-os para sempre ungidos de luz e alegria.
Rogério Rodrigues
Sinopse do Enredo
Hoje, a nossa alma canta
E esse canto ecoa forte e faz a Águia da Portela voar. Com versos de Jobim, Rio que se mostra sorrindo: prova de amor que encerra ''seu céu, seu mar sem fim''
E como onda que avança na maré cheia, invade. Vai e vem no fluxo e refluxo da história incessante a se transformar. Um canal que se abre e transborda em um Rio, que nos carrega, que começa e termina no mar.
Rio de janeiro, de fevereiro e março, carnaval!
De Estácio de Sá e Aimberê, guerreiro uruçumirim. De luta e invasão a se tornar casa de branco ''carioca'', de umpovo que flechado de amor se rende e se reinventa à glória de São Sebastião.
Rio azul que passa em nossas vidas, a passar. Passado, presente e futuro.Onde o nosso coração se deixa levar. Rio de história que, de mar a mar, nos conta, como contas que nos unem num colar. Rio de fato que nos ata ao porto de suor e sangue, do banzo de Benim, Angola e Congo nos elos da corrente do Cais do Valongo. Da África que veio pro lado de cá.
Rio, rua e boulevard! Abre-se de cima a baixo e bota abaixo becos, vielas e cortiços, para do ''lixo'' ao luxo se transformar. Rio que nasce e cresce audaz. Rio que se refaz e alcança a bela época. Rio jardim de França, Rio a beira mar: desfila glamour e elegância.
Rio que se ergue monumental, eclética escultura a esboçar a sua vocação, fina estampa de jornais e revistas. Rio em cena: ao abrir do pano a orquestra do dia a dia, ópera do cotidiano, capital da arte e da cultura.
Rio que ri, canta e sonha nas ondas do rádio. Divas, reis e rainhas, vozes que embalam a fantasia da festa tradicional. Rio vivo, via que fervilha.
Rio que abre-alas pra folia. Sorrio no Rio de alegria, por onde desfila o carnaval.
Rio que se espraia na praça e onde o povo se encontra, se abraça e, na tela, se projeta em sonhos e emoções. Rio de estrelas, de luz, câmera e ação. Rio em festa a brindar a vida, a esquecer da lida, na dança das ilusões.
Rio que marcha revolto, de águas passadas, das chibatas a lavar a alma de seus heróis
Rio que é voz de um povo que quer livre e feliz. Rio de chumbo vai ''caminhando e cantando e seguindo a canção'', na luta e conquista, caras pintadas, 100 mil na pista. Bravo ''coração de estudante'' a mudar um país.
Rio a correr e a recuperar o tempo perdido. Rio aguerrido a enfrentar o presente. Desafio de um povo, da gente do Rio, superação. Rio que se levanta a vai em frente, à frente do tempo, desfaz e faz. Rio vida que segue em seu vai e vem, Rio branco de paz.
Rio, correnteza afã, ida, vinda e volta, ponto de partida para a chegada do futuro. Rio Mar, na onda da arte de construir o amanhã. Rio porto aberto, de mar a mar para o que vier, para quem quiser chegar e amar.
Rio que abre o coração, cor de maravilha.
Rio de amor que se eterniza quando acolhe, aquece, abençoa e batiza as águas da Praça com as águas sagradas da Guanabara
Seu povo em procissão:
Rufam os tambores da Portela à Gloria de São Sebastião
Alexandre Louzada
Carnavalesco
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Sinopse da Mangueira, Carnaval 2014.
| "A festança brasileira cai no samba da Mangueira" | |
Salve o povo brasileiro, que dá duro o ano inteiro pra poder comemorar. Até na prece não esquece de mostrar sua alegria. Faz da vida fantasia, espanta a dor com maestria, não se vexa nem se aperta, liga a chave de alerta e cai no samba noite e dia. O mundo fica admirado e com o olho arregalado sempre diz: não existe outro lugar, nem carece procurar, com um povo tão feliz.
O Brasil é uma festa sem hora pra acabar - o negócio é festejar. Festa grande, multidão. Festa ao vivo na televisão. Abram alas pra Mangueira, pra festança começar.
Como diz Pero Caminha em sua carta inaugural, relatando o desembarque da esquadra de Cabral, o que se viu foi uma festa - a primeira, neste solo tropical. Ao som de um tamboril, precursor da bateria, um pouco de Brasil despertou naquele dia. O festejo noite a dentro de chegados e locais teve baile e cantoria num embalo musical. Foi a pedra fundamental do país do Carnaval.
Ninguém diz com precisão, mas na imaginação dá pra ver a patuscada. No auge da noitada, Cabral põe seu dobrão de lado, dança como Delegado e comanda a batucada.
A dança ritual do habitante local faz a fila, um a um, sem contato pessoal. Mas Diogo e seu gaiteiro botam fim na solidão. Quebram o gelo da distância, chamam o índio para a dança e seguram sua mão. Esse gesto tão singelo num zás criou o elo que selou o bem-querer. E a festa rola animada na mata enluarada até o dia amanhecer. Bendito este lugar, a Terra de Vera Cruz. Que nasce a dançar, e cantar, afagado pela lua e banhado por sua luz.
Mas logo o branco impõe seu jeito, importado e contrafeito. Canto triste e oração era tudo que podia, nem pensar em alegria, ao andar da procissão. Na treva medieval imperava o reino da sisudez: cavaleiro de libré, e o asno com seu jaez. Durou pouco, felizmente, para o bem da nossa gente, essa quadra da História. O negro escravo com seu canto traz de novo todo o encanto que estava na memória. A cultura africana, de forte raiz tribal, faz então o contraponto da linhagem imperial.
Chico Rei é coroado, em Vila Rica aclamado, como no Congo seria. Nasce então o Congado, até hoje celebrado com teatro e cantoria. O povo se contagia, mão no terço outra na guia, a vida vai melhorar. Bota fé no sincretismo, e sem perder o misticismo junta santo e orixá.
O sincretismo é parceiro desse jeito brasileiro de acender as suas velas - de todas as fés, e todas tão belas! No ponto e na oração, como manda a tradição, dois de fevereiro tem regata em procissão. Logo cedo de manhã, nesse dia, na Bahia, a rainha é Janaina. O povo reza pra santa mas lança oferendas ao mar, em louvor a Iemanjá. Está no seu DNA.
De norte a sul, de lado a lado, festa do boi e Congado, festa de santo e xaxado, o povo leva o seu refrão. Faça sol ou caia chuva tem no sul Festa da Uva - e dá-lhe feriadão!
O São João do Nordeste arrasta multidões. O céu fica pintado de estrelas e balões. A moça dança quadrilha com o seu cara-metade, depois clama a Santo Antonio por um noivo de verdade. Campina Grande, Caruaru, Mossoró, Aracaju, sem falar da velha Assu de antiga tradição. Tapioca e arroz doce ao lado da fogueira e a caneca de quentão pra durar a noite inteira.
É matraca, é zabumba, é boi pra todo lado. De Pernambuco ao Maranhão o boi é venerado. Catirina come a língua e provoca confusão, mas o boi se reanima e pede comemoração.
Até na selva brilha a luz da cultura popular. Parintins é um milagre que me custa acreditar. O artesanato da floresta faz da festa um boi de criatividade que divide a cidade. É Garantido, é Caprichoso, a maior rivalidade.
Com a alma repleta de amor – e bom humor – lá vem ela com seu charme natural, pintando o Arco-Iris no meu Carnaval. Não podia faltar, eu sei, e é por isso que eu convidei o pique da moçada da Parada Gay.
Para acelerar meu coração, hoje eu me acabo na paixão, quero transpirar felicidade – e viva a diversidade!
E quando o ano termina a galera de branco se anima num clarão monumental. O réveillon anuncia que mais dia menos dia chega outro Carnaval.
Nada se compara, no mundo inteiro, ao Carnaval do Rio de Janeiro. A multidão invade a rua, que é sua, revivendo velhos carnavais. Com saudade das Grandes Sociedades, e do corso que não tem mais.
Salve o Carnaval de rua e o Cordão da Bola Preta! Salve o bloco e o folião que desdenha a aflição e segura a chupeta.
Glória a todas as Escolas e seus sambistas imortais. Seu reinado nesta agrada pista não acaba, não se encerra. Dura enquanto houver aqui, na Sapucaí, o maior show da Terra.
Só que a festa continua, para toda a eternidade. O que não falta é alegria e amor nesta cidade!
Glossário:
Diogo Dias é o almoxarife da esquadra de Cabral que ensinou os índios a dançar de mãos dadas.
Libré, uma vestimenta europeia solene.
Jaez, um enfeite para a cabeça do asno (burro, jegue).
Catirina, escrava, grávida, tem o desejo de comer a língua do boi sagrado, que ressuscita - e começa ai a Festa do Boi.
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segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Reinauguração do Palácio do Samba
Aconteceu no sábado, dia 10 de agosto de 2013, a reinauguração da quadra da Estação Primeira de Mangueira. O Palácio do samba estava fechado por determinação da Defesa Civil, uma vez que o prédio precisava urgentemente de reparos. O presidente Chiquinho da Mangueira, assim que assumiu o cargo anunciou a reforma da quadra, que se encontrava fechada havia meses.
A quadra foi pintada com as cores oficiais da escola, aquelas estabelecidas em estatuto nos primeiros anos da história da Mangueira, que ao longo do tempo foram sofrendo mudanças em suas tonalidades. Reformas nos banheiros também foram feitas...
O mangueirense retornou a sua casa cheio de expectativas, uma vez que a escola, há 11 anos sem vencer, prepara-se para apresentar um carnaval desenvolvido por ninguém menos que Rosa Magalhães, carnavalesca de alto prestígio no mundo do samba e grande campeã da era sambódromo. A verde-e-rosa também conta com o retorno de seu grande filho Carlinhos de Jesus, que depois de alguns anos fora da escola, retorna ao seu posto de coreógrafo da Comissão de Frente.
Com quadra cheia e a rua repleta de mangueirenses e amantes do samba tentando entrar, a nova diretoria mostrou que chegou a hora da mudança.
O mangueirense está feliz e a escola promete voltar ao seu posto de candidata ao título.A verde-rosa se prepara para o carnaval 2014, onde apresentará o enredo "A FESTANÇA BRASILEIRA CAI NO SAMBA DA MANGUEIRA".
Veja galeria de vídeos - REINAUGURAÇÃO DO PALÁCIO DO SAMBA
segunda-feira, 22 de julho de 2013
O samba no olhar do brasileiro...
LEMOS, Joilton Lopes de Brito.
(Atividade proposta). Lendo os textos “Os Sonacirema” (MINNER, Horace) e “Você tem cultura?” (DAMATTA, Roberto), elabore um texto discutindo aspectos da sua cultura. Apresente dados sobre as dimensões que promovem as formas de ver, pensar e agir no mundo.
Na
primeira metade do século XX, o samba era conceituado – pelas pessoas que não o
praticavam – como desordem, algo que deveria ser extinto a qualquer custo. Com
o passar do tempo esse conceito foi se transformando.
Quando
olhamos para a história do samba, notamos que houve uma grande "resistência", por
parte de seus defensores, para impedir sua extinção. Era comum no início do
século passado sambistas serem perseguidos e terem seus instrumentos quebrados pelas
autoridades, pois a elite brasileira – de um modo geral – não aceitava nada que
remetesse a cultura negra.
Pessoas que tentassem manter suas tradições negras eram vistas como agentes da desordem. Por causa dessas perseguições, os sambistas se reuniam dentro
de suas casas, para que pudessem praticar o samba com tranquilidade. Muito
desses encontros aconteceram na casa de Tia Ciata de Oxum, baiana, que veio
para o Rio de Janeiro e protegeu o samba como se fosse seu filho. Hoje ela é
considerada a Mãe do Samba.
A
resistência do sambista não foi em vão. O samba hoje é admirado por muitos
brasileiros e estrangeiros, tendo em vista que milhares de turistas chegam
todos os anos para assistir os desfiles das escolas de samba.
Enfim,
com o passar do tempo a cultura se perpetua, em virtude da resistência de quem
a preserva e das mudanças de pensamento dos indivíduos, que a partir de uma visão
menos preconceituosa faz com que todos os movimentos culturais tenham seu lugar
dentro da sociedade.
Texto
produzido no dia 04 de maio de 2009 e apresentado a antropóloga Mônica Dias, professora da disciplina Cultura Local
Global I, UERJ/FEBF.
domingo, 21 de julho de 2013
Trabalhos Acadêmicos sobre Samba e Carnaval
79. SANTOS, Fernando Burgos Pimentel dos. ESTADO, POLÍTICA CULTURAL E
MANIFESTAÇÕES POPULARES: A INFLUÊNCIA DOS GOVERNOS LOCAIS NO FORMATO DOS
CARNAVAIS BRASILEIROS
78. CONSTANT, Flávia Martins. TANTINHO,
MEMÓRIA EM VERDE E ROSA ESTUDO DO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DE UMA MEMÓRIA DA
FAVELA DA MANGUEIRA.
77.
BARBOSA, Flávio de Aguiar. PALAVRA DE BAMBA: ESTUDO LÉXICO-DISCURSIVO DE
PIONEIROS DO SAMBA URBANO CARIOCA.
76.
SILVA, Francisco Ernesto da. CANDEIA E
A ESCOLA DE SAMBA QUILOMBO. A CRÍTICA AO PROCESSO DE BRANQUEAMENTO DAS
MANIFESTAÇÕES CULTURAIS AFRO-BRASILEIRAS.
75. BEZERRA, Frederico Freire de Lima
Neibert. O SAMBA-ENREDO EM
FLORIANÓPOLIS: PERSPECTIVAS HISTÓRICAS E A PRODUÇÃO DE SAMBAS-ENREDO ENTRE
MEMBROS DA “PROTEGIDOS DA PRINCESA”.
74. FARIA,
Guilherme José Motta. O ESTADO NOVO DA PORTELA: CIRCULARIDADE
CULTURAL E REPRESENTAÇÕES SOCIAIS NO GOVERNO VARGAS.
73. MELO, Gustavo. NA VIDA, UM MENDIGO; NA FOLIA, UM REI..
72. CATTANI, Helena Cancela. O USO DO SAMBA DE ENREDO COMO FERRAMENTA
DIDÁTICA AUXILIAR NO ENSINO DE HISTÓRIA: O CARNAVAL DO ANO 2000.
71. PEGADO,
Israel Antônio Sequeira. A
EVOLUÇÃO DO CARNAVAL CARIOCA: A FESTA POPULAR QUE VIROU PRODUTO.
70. SANTOS,
Juliana Maria Jabor Garcia. TERRITÓRIOS DO SAMBA SOB ENFOQUE URBANÍSTICO: A
MANGUEIRA E SUA TERRITORIALIZAÇÃO.
69. SILVA, Juliano Barbosa da. CARNAVAL E TURISMO:O DESFILE DE ESCOLA DE
SAMBA COMO MEIO DE PROMOÇÃO DE DESTINOS.
68. VICTORIO, Larissa de Souza Oliveira . CARNAVAL E
TRABALHO: ESTUDOS DE
CASO.
67. BENZECRY , Lena. DAS RODAS DE SAMBA ÀS REDES
DO SAMBA – MEDIAÇÕES E
PARCERIAS QUE PROMOVERAM O GÊNERO MUSICAL À SOCIEDADE DE CONSUMO.
66. REIS,
Letícia Vidor de Sousa. MODERNIDADE COM
MANDINGA: SAMBA E POLÍTICA NO RIO DE JANEIRO DA PRIMEIRA REPÚBLICA.
65. GUTERRES,
Liliane S. IMPERADOR ATÉ MORRER:
ANTROPOLOGIA DOS CICLOS TEMPORAIS DE UMA ESCOLA DE SAMBA EM PORTO ALEGRE/RS.
64. BEZERRA, Luiz Anselmo. A FAMÍLIA BEIJA-FLOR.
63. NOGUEIRA,
Mara Natércia . O SAMBA: CANTANDO A HISTÓRIA DO BRASIL.
62. MACIEL, Marco
Andrews Felgueiras. FOLIA NA REDE: O
CARNAVAL NA INTERNET.
61. COSTA,
Maria Alice Nunes. “SAMBA E
SOLIDARIEDADE: CAPITAL SOCIAL E PARCERIAS NA FAVELA DA MANGUEIRA”.
60. COSTA,
Maria Alice Nunes. “CAPITAL SOCIAL NA
FAVELA DA MANGUEIRA”.
59. Matos,
Maria Aparecida Donato de. MÃE BAIANA, CORPO-LINGUAGEM: UM ESTUDO SOBRE O MITO
NA CULTURA DO SAMBA DO RIO DE JANEIRO.
58. CAVALCANTI, Maria Laura Viveiros de Castro.
OS SENTIDOS NO ESPETÁCULO.
57. ZEH, Marianne . O CRIADOR NA TRADIÇÃO ORAL: A LINGUAGEM DO TAMBORIM NA ESCOLA DE SAMBA.
56. Souza, Maximiliano de. CENTRO DE MEMÓRIA E ANIMAÇÃO DO
CARNAVAL – MUSEU DO CARNAVAL: O REFLEXO DE UMA MEMÓRIA EMEVOLUÇÃO!
55. BURNS,
Mila. NASCI PARA SONHAR E CANTAR – GÊNERO, PROJETO E MEDIAÇÃO NA TRAJETÓRIA DE
DONA IVONE LARA.
54. CUNHA
JUNIOR, Milton Reis. PARAÍSOS E INFERNOS – NA POÉTICA DO ENREDO ESCRITO DE
JOÃOSINHO TRINTA.
53. NOGUEIRA, Nilcemar. DE DENTRO DA CARTOLA – A POÉTICA DE
ANGENOR DE OLIVEIRA.
52. RODRIGUES JUNIOR, Nilton. O SAMBA PEDE CARONA:
SAMBA, RITMO E MÚSICA NO TREM URBANO.
51. RODRIGUES JUNIOR, Nilton. O QUE FAZ A VELHA GUARDA, VELHA GUARDA?
50. SANTOS,
Nilton Silva dos. "CARNAVAL É ISSO
AÍ. A GENTE FAZ PARA SER DESTRUÍDO!": CARNAVALESCO, INDIVIDUALIDADE E
MEDIAÇÃO CULTURAL.
49. OLIVEIRA, Paulo Cesar Miguez de. CARNAVAL BAIANO: AS TRAMAS DA ALEGRIA E
A TEIA DE NEGÓCIOS.
48. SOIHET,
Rachel. REFLEXÕES SOBRE O CARNAVAL NA HISTORIOGRAFIA -
ALGUMAS ABORDAGENS.
47. SANTOS, Regina
Maria Meirelles. MATRIZES AFRICANAS NO SAMBA.
46. GONÇALVES,
Renata de Sá. A DANÇA NOBRE NO
ESPETÁCULO POPULAR – A TRADIÇÃO COMO APRENDIZADO E EXPERIÊNCIA.
45. REZENDE,
Maria Alice. A VILA OLÍMPICA DA
VERDE-E-ROSA: CONSIDERAÇÕES SOBRE POLÍTICA SOCIAL DE UMA ESCOLA DE SAMBA DO RIO
DE JANEIRO.
44. BARBIERI,
Ricardo José de Oliveira. CIDADE DO SAMBA: TRANSFORMAÇÕES NO CARNAVAL CARIOCA.
43.
BARBIERI, Ricardo José de Oliveira. CONFLITO
E SOCIABILIDADE EM UMA PEQUENA ESCOLA DE SAMBA: O ACADÊMICOS DO DENDÊ DA ILHA
DO GOVERNADOR.
42. OLIVEIRA, Robson Ramos.
GOMES, Josir Simeone. CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA DE CONTROLE GERENCIAL
DAS ESCOLAS DE SAMBA: O CASO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO.
41. ERICEIRA, Ronald Clay dos Santos. A
RECONSTRUÇÃO DO PASSADO DA PORTELA NA REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES E NAS RODAS
DE SAMBA.
40. Antunes, Rosana. ENSINO E APRENDIZAGEM DA ARTE NA ESCOLA DE
SAMBA.
39. SÁ,
Simone Pereira de. CARNAVAL CARIOCA EM REDE OBSERVAÇÕES SOBRE CULTURA POPULAR E
COMUNIDADES VIRTUAIS.
38. TEIXEIRA JÚNIOR, José Carlos. SAMBA – USO E
SIGNIFICAÇÃO NA IDENTIDADE DA UMBANDA.
37. VENTURIM, Terezinha Côgo. CANTOS DE ENCENAR BRASILIDADE:
ANÁLISE DAS MARCAS DE SUBJETIVIDADE NO ENUNCIADO DOS ENREDOS DE ESCOLAS DE
SAMBA, NUMA ABORDAGEM MODULAR.
36. GOMES,
Tiago de Melo. VIANNA, HERMANO. O MISTÉRIO DO SAMBA.
35. TSUTSUI, Ana
Lúcia Nishida. SOUZA, Taís Rios Salomão de. UMA VISÃO INTERDISCIPLINAR DO CARNAVAL.
34. NERY, Vanda
Cunha Albieri. SAMBA NO PÉ ... ALEGRIA
NA AVENIDA – UM ESTUDO DO CARNAVAL DE RUA À LUZ DA FOLKCOMUNICAÇÃO.
33. VELLOSO, Mônica Pimenta. AS TIAS BAIANAS TOMAM CONTA DO PEDAÇO –
ESPAÇO E IDENTIDADE CULTURAL NO RIO DE JANEIRO.
32. CARDOSO, Vicente Magno Figueiredo. “SAUDAMOS A IMPRENSA E PEDIMOS
PASSAGEM”: UM ESTUDO SOBRE MIDIATIZAÇÃO DAS ESCOLAS DE SAMBA NO RIO DE JANEIRO.
31. FENERICK, José Adriano. NEM DO MORRO, NEM DA
CIDADE: AS TRANSFORMAÇÕES DO SAMBA E A INDÚSTRIA CULTURAL, 1920-1945.
30. PAVÃO, Fábio Oliveira. A DANÇA DA IDENTIDADE - OS USOS E SIGNIFICADOS DO SAMBA NO MUNDO GLOBALIZADO.
29. PAVÃO, Fábio Oliveira. ENTRE O BATUQUE E A NAVALHA.
28. CUNHA, Fabiana Lopes da. NEGÓCIO OU ÓCIO? O
SAMBA, A MALANDRAGEM E A POLÍTICA TRABALHISTA DE VARGAS.
27. RODRIGUES, Eugênia. Nas regras da arte - O Direito e as letras de samba.
26. BERARD, Rafael de Moura. CRIAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO ENREDO E IDENTIDADE VISUAL DO CARNAVAL DE 2005 DA ESCOLA PROTEGIDOS DA PRINCESA.
25. ORTIZ, Elsa Maria Nitsche. O SUJEITO DO SAMBA-ENREDO.
24. FARIAS, Edson. PAULO DA PORTELA, UM HERÓI CIVILIZADOR.
23. CARVALHO, Douglas Elias. IMAGENS AUDITIVAS DA FOLIA: UMA ANÁLISE DA COBERTURA DO CARNAVAL CARIOCA DE 2009 NA RÁDIO GAÚCHA.
22. BARATA, Denise. PERMANÊNCIAS E DESLOCAMENTOS DAS MATRIZES ARCAICAS AFRICANAS NO SAMBA CARIOCA.
21. JUNIOR, Daniel de Sant’Ana. O SAMBA COMO ELEMENTO FORMADOR DA IDENTIDADE DO MUNICÍPIO DE NILÓPOLIS, RELAÇÕES E INTERAÇÕES DOS MORADORES COM A ESCOLA DE SAMBA BEIJA FLOR.
20. TRAMONTE, Cristiana, MUITO ALÉM DO DESFILE CARNAVALESCO: ESCOLAS DE SAMBA E TURISMO EDUCATIVO NO BRASIL.
19. KUIJLAARS, Antoinette. ITINERÂNCIAS: UMA ETNOGRAFIA DE TRÊS BATERIAS DE GRUPO ESPECIAL NO RIO DE JANEIRO.
18. COUTINHO, Eduardo Granja. O SENTIDO DA TRADIÇÃO NA OBRA DE PAULINHO DA VIOLA.
17. SILVA, César Maurício Batista da. RELAÇÕES INSTITUCIONAIS DAS ESCOLAS DE SAMBA, DISCURSO NACIONALISTA E O SAMBA ENREDO NO REGIME MILITAR - 1968-1985.
16. SANTOS, CÁSSIA ROBERTA NOGUEIRA DOS. ALEGORIA VIVA CORPO COMO PRODUTOR DE SIGNO.
15. SOUZA Cássia Helena Glioche Novelli de. O DESFILE DAS ESCOLAS DE SAMBA NA TELEVISÃO: VINTE ANOS DE SAMBÓDROMO.
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11. PANZARINI, Bruna. FOLIA CAMUFLADA: O SAMBA ENREDO COMO CABO ELEITORAL.
10. BITTENCOURT, José. JONGO, O AVÔ DO SAMBA.
9. BICALHO, Pedro Paulo Gastalho de. CÁRCERE DA RAZÃO: O APRISIONAMENTO DE SAMBISTAS NO UNIVERSO CARTESIANO
8. SILVA, Áurea Demaria. NO BALANÇO DA “MAIS QUERIDA”: MÚSICA, SOCIALIZAÇÃO E CULTURA NEGRA NA ESCOLA DE SAMBA EMBAIXADA COPA LORD – FLORIANÓPOLIS (SC).
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5. SILVA, Eduardo Pires Nunes da. AS VOZES DA KIZOMBA: O CARNAVAL DA VILA ISABEL COMO MANIFESTO NEGRO (1988).
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3. ALBUQUERQUE, Ângela Catarina Di Mare Salles de. A PASSARELA DO SAMBA COMO MÍDIA PUBLICITÁRIA: O CASO DO CARNAVAL DE 2005.
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1. CUNHA, Ana Cláudia da. O QUILOMBO DE CANDEIA: UM TETO PARA TODOS OS SAMBISTAS.
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