Carnaval

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Livros de Samba e Carnaval

* Estes livros fazem parte da minha coleção... Divido com vocês a capa de cada um, para que possam conhecê-los. Alguns são de lançamentos recentes, outros mais antigos e muitos são raros. Visitas constantes a sebos me ajudaram a construir esse acervo. 
Joilton Lemos

Total de Livros: 150.
Atualizado em: 03 de fevereiro de 2017.




MEMÓRIAS E CULTURAS NAS ESCOLAS DE SAMBA DO RIO DE JANEIRO: DRAMAS E ESQUECIMENTOS.


 


POR QUEM AS ROSAS FALAM - E OUTROS ENSAIOS SOBRE SAMBA E CARNAVAL.



NELSON SARGENTO: O SAMBA DA MAIS ALTA PATENTE.



AMENO RESEDÁ, O RANCHO QUE FOI ESCOLA.



HISTÓRIA DO CARNAVAL CARIOCA



BICHO NOVO, O BAILARINO DO SAMBA.


AULA DE SAMBA: A HISTÓRIA DO BRASIL EM GRANDES SAMBAS-ENREDO.



O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA: 30 ANOS DE SAMBÓDROMO.



AS MATRIARCAS DA AVENIDA: QUATRO GRANDES ESCOLAS QUE REVOLUCIONARAM O MAIOR SHOW DA TERRA.



NEM MELHOR, NEM PIOR: OS ACADÊMICOS DO SALGUEIRO E A HISTÓRIA DO NEGRO NOS DESFILES DOS ANOS DE 1960.




ARRIBA, VILA! FORTE E UNIDA - "ERA VIEIRA ALVES" (2005-2014).



DESFILE NA AVENIDA, TRABALHO NA ESCOLA DE SAMBA.




XANGÔ DA MANGUEIRA: RECORDAÇÕES DE UM VELHO BATUQUEIRO.
 



O PRAZER DA SERRINHA: HISTÓRIAS DO IMPÉRIO SERRANO.



 INVENTORES DO CARNAVAL



CARTAS PARA NOEL: HISTÓRIAS DA VILA ISABEL.



IMPÉRIO SERRANO - PRIMEIRO DECÊNIO: 1947/1956.



ALVORADA: UM TRIBUTO A CARLOS CACHAÇA.



ZÉ KÉTI - COLEÇÃO PERFIS DO RIO




 200 SAMBAS ENREDO
(LIVRETO - XIX BAILE PARECE QUE FOI HONTEM)



A BATALHA DAS ORNAMENTAÇÕES -  A ESCOLA DE BELAS ARTES E O CARNAVAL CARIOCA



O INVERSO DAS ORIGENS






CARNAVAL É CULTURA: POÉTICA E TÉCNICA NO FAZER ESCOLA DE SAMBA






PRA TUDO COMEÇAR NA QUINTA-FEIRA: O ENREDO DOS ENREDOS





O ENREDO DO MEU SAMBA - A HISTÓRIA DE QUINZE SAMBAS-ENREDO IMORTAIS




VALEU, PASSISTA! SAMBA DE BOTAFOGO - REGISTRO E MEMÓRIA




AVENIDA - UNIDOS DA TIJUCA - CARNAVAL 2013



DELEGADO E DIONÍSIO - VIDAS EM PASSOS DE ARTE



AS PRIMAS SAPECAS DO SAMBA  -ALEGRIA, CRÍTICA E IRREVERÊNCIA NA AVENIDA



BATERIA - O CORAÇÃO DA ESCOLA DE SAMBA






COMISSÃO DE FRENTE - ALEGRIA E BELEZA PEDEM PASSAGEM




NATAL, O HOMEM DE UM BRAÇO SÓ.



FRUTOS DA TERRA: SAMBAS E COMPOSITORES IGUAÇUANOS



INVENTANDO CARNAVAIS - O SURGIMENTO DO CARNAVAL CARIOCA NO SÉCULO XIX E OUTRAS QUESTÕES CARNAVALESCAS



NA PASSARELA DO SAMBA - O ESPLENDOR DAS ESCOLAS EM 30 ANOS DE DESFILES DE CARNAVAL NO SAMBÓDROMO



No Princípio, Era a Roda: Um Estudo Sobre Samba, partido-Alto e Outros Pagodes



O Marquês e o Jegue: Estudo da Fantasia para Escolas de Samba


O Mistério do Samba



As Titias da Folia - O Brilho Maduro de Escolas de Samba de Alta Idade



Figuras e Coisas do Carnaval Carioca




Memória do Carnaval






Carnavais de Guerra - O Nacionalismo no Samba




AVENIDA - UNIDOS DA TIJUCA - CARNAVAL 2012




AVENIDA - UNIDOS DA TIJUCA - CARNAVAL 2011




VILA ISABEL - TERRA DE POETAS E COMPOSITORES




UM ESCURINHO DIREITINHO - A VIDA E A OBRA DE GERALDO PEREIRA




SAMBA DE SAMBAR DO ESTÁCIO - 1928 A 1931




SALGUEIRO, EXPLODE CORAÇÃO




PORTA-BANDEIRAS - ONZE MULHERES INCRÍVEIS DO CARNAVAL CARIOCA




MOCIDADE - ESTRELA QUE ME FAZ SONHAR




CRÔNICA CARNAVALESCA DA HISTÓRIA - MÚSICA POPULAR





CORAÇÃO DO MORRO - HISTÓRIAS DA MANGUEIRA




CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO - CARNAVAL, CCBB




BATUQUE CARIOCA - AS BATERIAS DAS ESCOLAS DE SAMBA DO RIO DE JANEIRO




CARNAVAL - ABRAM ALAS PARA A FOLIA




SAMBA, CULTURA E SOCIEDADE





ESCOLAS DE SAMBA: SUJEITOS CELEBRANTES E OBJETOS CELEBRADOS





CARNAVAL, SEIS MILÊNIOS DE HISTÓRIA




ESCOLA DE SAMBA, RITUAL E SOCIEDADE





O SAMBA E SUAS FRONTEIRAS - "PAGODE ROMÂNTICO" E "SAMBA DE RAIZ" NOS ANOS 1990





OS CRONISTAS DE MOMO - IMPRENSA E CARNAVAL NA PRIMEIRA REPÚBLICA





SAMBA E PARTIDO-ALTO: CURIMBAS DO RIO DE JANEIRO





VELHAS HISTÓRIAS, MEMÓRIAS FUTURAS - O SENTIDO DA TRADIÇÃO EM PAULINHO DA VIOLA





Tijuca!!! Não é segredo eu amar você!



Portela, 90 Anos de História.




Aprendendo Português com samba-Enredo.



O Enredo de escola de samba.




Samba-Enredo: A Canção de uma Arte Moderna.




Silas de Oliveira: Do Jongo ao Samba-Enredo.



A Arte do Efêmero - Carnavalescos e Mediação Cultural no Rio de Janeiro.



Escola de Samba em Desfile - Vida, Paixão e Sorte.



Livro de Partituras - Mangueira: Sambas de enredo 1969-2000.



Tradicionalismo & Carnaval 1940-2009: Dualidade Cultural em Desfile.



Quaesitu. O que é escola de samba?




Harmonia de escola de samba – Teoria e prática




O universo do samba-enredo





Histórias do Samba – De João da Baiana a Zeca Pagodinho





 Serra, Serrinha, Serrano – O Império do Samba





 O livro de ouro do carnaval brasileiro




Carnaval: Pra tudo se acabar na quarta-feira 





Meu carnaval Brasil





 Passion in pink and green – Mangueira – Paixão em verde e rosa




Carnaval 




Mangueira 75 anos: seus sambas, sua gente





 No fio da navalha: Malandragem na literatura e no samba 





O carnaval das letras: Literatura e folia no Rio de Janeiro do século XIX





 Zicartola: Política e samba na casa de Cartola e Dona Zica





Na fantasia de um eterno folião





O encarnado e o Branco





 O PCB cai no samba – Os comunistas e a cultura popular 1945-1950 





 Psicanálise Beija-Flor: Joãozinho Trinta e os analistas do colégio





 Samba Identidade Nacional: Das origens à Era Vargas





Samba – Patrimônio cultural do Brasil: Partido-alto, Samba de terreiro e Samba-enredo





Política e religiões no carnaval





Paulo da Portela – Traço de união entre duas culturas





 O samba conquista passagem – As estratégias e a ação educativa das escolas de samba





O Palácio do samba – Estudo antropológico da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira





 Paulo Barros – Sem Segredo: Estratégia, inovação e criatividade





O Estado Novo da Portela




 Carnavais, malandros e heróis – Para uma sociologia do dilema brasileiro





 Cartola: fita meus olhos – Série depoimentos





Ecos da folia: Uma história social do carnaval carioca entre 1880 e 1920





 Escritos carnavalescos





Espelho meu – Um estudo sobre a União da Ilha





Geografia Carioca do samba 





Guia de Feijoadas das Escolas de Samba do Rio de Janeiro





 As três irmãs: Como um trio de penetras “arrombou a festa”






 Batuque, samba e macumba – Estudos de gesto e de ritmo 1926-1934






As escolas de samba: O quê, quem, como, quando e por quê




 Cartola, os tempos idos





Escola de samba: Árvore que esqueceu a raiz





Fazendo carnaval - The making of carnival




 A dança nobre do carnaval







Maravilhosa e soberana: História da Beija-Flor








Marcadas para viver: A luta de cinco escolas











Tantas páginas belas: Histórias da Portela











Sob o signo do carnaval 








Acertei no milhar – Samba e malandragem no tempo de Getúlio












A construção do samba











100 anos de carnaval no Rio de Janeiro






Na cadência do samba



Salgueiro: Academia de samba 



Alegorias: Esculturas de uma ópera popular



Carnaval Carioca – Dos bastidores ao desfile



 Tia Ciata e a Pequena África no Rio de Janeiro




São Ismael do Estácio: O sambista que foi rei



Mangueira: A nação verde-e-rosa



Troféus da Mangueira



As escolas de samba do Rio de Janeiro



O Brasil é um luxo: Trinta carnavais de Joãosinho Trinta




 Fala Mangueira



Trinta anos de samba-enredo 



O Brasil do samba-enredo



A força feminina do samba



Almanaque do samba



Almanaque do carnaval



Carnaval em múltiplos planos



 Território verde e rosa – Construções psicossociais no Centro Cultural Cartola



Dona Zica da Mangueira: Na passarela de sua vida 



Cartola 90 anos: Semente de amor sei que sou desde nascença



Padeirinho da Mangueira: Retrato sincopado de um artista 



Mangueira, Estação Primeira do Samba



O samba-enredo visita a história do Brasil: O samba de enredo e os movimentos sociais 



Salgueiro: 50 anos de glória



Samba de enredo: História e arte



Partido-alto: Samba de bamba


 O samba do Irajá e de outros subúrbios – um estudo da obra de Nei Lopes




Acadêmicos, Unidos e tantas mais: Entendendo os desfiles e como tudo começou




Maçu da Mangueira – O primeiro mestre-sala do samba




Sambas da Mangueira















quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Exposição Comemorativa - "Dona Zica, 100 anos".

Iniciando as comemorações do centenário de uma das mulheres mais importante e guerreira do mundo do samba , o Centro Cultural Cartola apresenta a exposição "DONA ZICA - 100 ANOS".
 
 
"Ela nasceu num domingo de carnaval, 6 de fevereiro de 1913, no bairro carioca de Piedade. Com quatro anos de idade foi com a família para o Buraco Quente, no Morro da Mangueira. Iniciava-se ali a história, recheada de luta e muita obstinação, de Dona Zica da Mangueira.
Ela conviveu com Cartola, para quem, mais do que esposa, foi musa inspiradora e companheira dedicada. Sua personalidade forte impulsionou a vida e a carreira do ghrande mestre. Nascia ali também um amor incondicional pela Mangueira, pela cultura carioca e brasileira.



Afamada por seus dotes culinários, conhecida por toda sua dedicação ao samba, Dona Zica, ou melhor Tia Zica, conquistou seu espaço social e político e contribuiu para a manutenção de nossos mais caros valores culturais.
É com muito amor que o Centro Cultural Cartola apresenta a exposição que marca a abertura das comemorações de seu centenário. Abram alas para Dona Zica desfilar sua história, suas lutas e suas glórias".
 
Nilcemar Nogueira
(Mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais)



 
 
"Dona Zica da Mangueira, na passarela de sua vida"
(Rody da Mangueira)
 


Dona Zica
A sorrir, sempre a sorrir
Se expressa e diz
Que a idade não a impede ser feliz
 
Me disse que na passarela de sua vida tem
Tem seus filhos,
Tem seus netos
Seus amigos
E bisnetos
Sob a luz do seu olhar
De amor
 
Dona Zica
Disse que na passarela de sua vida
Existe uma comunidade
Abençoada e protegida
Pelo deus do carnaval
Diz que o Flamengo é o seu dengo
Mangueira, a sua paixão
Que todo povo do seu morro
Cabe no seu coração
 
Sabemos nós
Oh, Dona Zica!
Que as suas cores preferidas
São verde e rosa
Que na cozinha
Faz um prato apetitoso
Papa do bom
Papa gostoso
 
Também sabemos muito bem
Que foste a musa inspiradora do poeta
Poeta que queixou-se às rosas do jardim
Que a passarela de sua vida é assim
Dona Zica...
 
 
 
 
Veja fotos da exposição "Dona Zica - 100 anos", no link abaixo:
 
 
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

III Cine-Debate: "Gosto que me enrosco" - Portela, 1995

Mesa com os debatedores

Foi realizado no dia 27 de outubro de 2012, o terceiro Cine-Debate, no Centro Cultural Cartola. Este projeto tem como objetivo reunir amantes das escolas de samba para relembrar desfiles emocionantes do carnaval carioca.


A Porta-Bandeira (Ana Paula) e o Mestre-Sala (Róbson)

Desta vez o desfile escolhido foi o da Portela de 1995. O evento se deu através de uma parceria entre o Centro Cultural Cartola e os responsáveis pelo site Portelaweb - que tem como objetivo resguardar a história da Águia de Madureira.



À frente, Nilce Fran (coordenadora da ala de passistas da Portela). Ao fundo, Luiz Carlos Magalhães (Pesquisador de carnaval)

Compuseram a mesa de debate: Fábio Pavão e Paulo Renato Vaz (organizadores do Portelaweb), Jerônymo (Coreógrafo da comissão de frente, mestre-sala e coreógrafo da Ala Sambarte do desfile da Portela de 1995), Mestre Mug (Mestre de bateria da Portela de1995), Djalma (diretor de harmonia da Portela de 1995, Júnior Escafura (atual coordenador de carnaval da Portela).


Joilton Lemos e Rachel Valença (Pesquisadores de Carnaval)


A pesquisadora Rachel Valença deixou bem claro que o Centro Cultural Cartola está aberto para todos os interessados em fazer pesquisas na área de samba e carnaval e para os voluntários que quiserem ajudar nos trabalhos de salvaguarda do samba e do carnaval desenvolvido pelo Centro Cultural Cartola. Em sua fala disse que muito das vezes sai do trabalho e vai direto pra o "Cartola" dar a sua contribuição. Disse que muitos falam que isso é maluquice, uma vez que seu trabalho no CCC não é remunerado. No entanto, disse que durante nossa vida fazemos muitas maluquices pelo carnaval, que isso, então, é apenas mais uma das maluquices de quem ama o carnaval.


Joilton Lemos reverenciando o Pavilhão da Portela

Antes da palestra começar, o público assistiu um vídeo com imagens do desfile antológico da Portela, de 1995, quando a Portela apresentou o enredo "Gosto que me enrosco", neste ano a escola foi a vice-campeã, perdendo para a Imperatriz Leopoldinense por 0,5 ponto. Aplausos tomaram conta do auditório, quando no vídeo apareceu imagens de Clóvis Bornay - antigo carnavalesco da Portela, autor do enredo de 1970, "Lendas e Mistérios da Amazônia", falecido em 2005; Dona Zica - que desfilou junto com Dona Neuma em um dos carros alegóricos; Jerônymo - bailando como Mestre-Sala, presente no evento, o coreógrafo se emocionou e não se fez de rogado, ao pegar no microfone foi direto, disse que a Portela só reconheceu seu talento quando a Imperatriz Leopoldinense, na figura do seu então presidente Luizinho Drummond, convidou-o para substituir Chiquinho, mestre-sala da Imperatriz na época. Jerônymo foi além e disse que muito das vezes não é bem visto pelos dirigentes da Portela, mas que ele não liga porque "...eles passam e eu fico!!!!"
 
 
Joilton Lemos, Mestre Mug e Baianas da Portela
 

O evento terminou com petiscos e caldo verde oferecidos pela equipe do PortelaWeb e muito samba com o grupo Velhos Malandros, que fizeram uma roda de samba denominada "Orgulho de ser Portelense".


Confira mais fotos do evento:


http://www.facebook.com/media/set/?set=a.220706991394262.54721.100003648879947&type=1
 
Parabenizo mais uma vez o Centro Cultural Cartola pela iniciativa e a todos do PortelaWeb!!! O Cine-Debate foi um sucesso!!

domingo, 26 de agosto de 2012

Marcelo Freixo cria polêmica no carnaval carioca

 




Candidato a prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo (PSOL), em entrevista ao RJTV 2º Edição, no dia 15 de agosto de 2012, criticou os enredos sem cunho cultural e sem citar o nome do GRES Acadêmicos do Salgueiro, exemplificou tais enredos dizendo que não faz sentido a prefeitura subvencionar um enredo sobre a Ilha de Caras. Esse é o enredo da escola tijucana para o próximo carnaval.
 
MARCELO FREIXO: "Que sentido faz a prefeitura financiar um enredo sobre a Ilha de Caras?”
 
O candidato propos novas regras para o desfile de escola de samba e criticou o modo como a LIESA vende os ingressos.
 
MARCELO FREIXO: “O Carnaval é cercado de polêmicas mesmo. Por que a venda tem de ser feita apenas com dinheiro vivo? Alguém explica?”.
 
No mesmo dia, Márcia Lage - uma das carnavalescas do Salgueiro - rebateu em sua página no Facebook as declarações feitas por Freixo, dizendo que o enredo sobre a Ilha de Caras não é nenhuma aberração.
 
MÁRCIA LAGE: "Muito desagradável a colocação do candidato FREIXO DE MÃO PUXADO, agora no RJTV. Ele se referiu ao enredo do Salgueiro como se fosse uma aberração! Fora uma série de baboseiras com respeito a enredos 'culturais' e 'dindim', sei não... Político tem que consertar é a 'zona' da política mas ao invés disso querem 'moralizar' o carnaval, já que a vitrine deles anda suja até os panos! No mais, carnaval é palco de transgressão e 'cultura' deveria estar preservada nas instituições de ensino, CADÊ-LAS???"
 
A presidente do Salgueiro, Regina Celi, fez um manifesto contra as declarações de Marcelo Freixo para apresentar a sua comunidade.
Segundo a assessoria de imprensa da agremiação, o documento, que se chama "Manifesto a Favor da Plena Liberdade de Expressão", pretende "lutar contra o dirigismo cultural no Carnaval do Rio".
 
Procurado pelo Jornal O Dia depois da polêmica, Marcelo Freixo disse que não haverá perseguição as escolas de samba e que a liberdade de enredos estará garantida caso seja eleito, mas que caberá a prefeitura decidir quais escolas receberá financiamento. O candidato voltou a cobrar respostas do presidente da LIESA, Jorge Castanheira sobre a venda dos ingressos.
 
MARCELO FREIXO: “Não há intervenção no Carnaval. Cada escola terá liberdade de apresentar o enredo que quiser. A prefeitura é que vai avaliar qual receberá subvenção de acordo com o enredo”.
 
 
Abaixo segue o Manifesto contra as declarações de Freixo aos enredos "sem contrapartida cultural”.
 
 
O Carnaval é um dos emblemas do Rio. Faz parte do patrimônio histórico e cultural da cidade. Tem uma profunda inserção popular. É uma das expressões mais significativas da cultura carioca. Encanta e mobiliza milhões de pessoas todos os anos. É uma festa. É também uma atividade econômica e está presente na vida dos cariocas de todas as regiões há muito tempo. Constitui uma tradição.

Não por acaso, ao longo da história, em vários momentos, políticos tentaram cooptar, controlar e reprimir o Carnaval do Rio, visando apenas projetos partidários ou pessoais.
O Carnaval nasceu como uma forma de resistência (e afirmação) popular. E sobreviveu a todas as tentativas de cooptação, controle e repressão. Não foram poucas.
Mas o Carnaval do Rio está cada vez mais forte. Hoje impera no Carnaval do Rio a mais absoluta liberdade de expressão. O poder público não interfere no conteúdo dos enredos. Não determina o que as Escolas de Samba podem ou não expressar em seus desfiles.
A Prefeitura subsidia igualmente todas as agremiações em cada um dos Grupos e não impõe “contrapartidas culturais”.
Infelizmente há no horizonte uma ameaça potencial à plena liberdade de expressão no Carnaval do Rio. Um candidato a prefeito defende, em seu programa de governo e em entrevistas, que só devem receber recursos da Prefeitura as Escolas de Samba que
tiverem enredos aprovados pela Secretaria de Cultura. Para ele, as Escolas devem oferecer “contrapartidas culturais”.

Trata-se claramente de uma visão dirigista. Quem determinará se um enredo tem ou não “relevância cultural”? Mais uma vez o Carnaval do Rio se vê diante de uma postura autoritária que atenta contra a plena liberdade de expressão. Mais uma vez há uma tentativa de controle de uma manifestação cultural popular. Não podemos permitir que este pesadelo vire realidade, como ocorreu no passado.
A comunidade do Carnaval e do Samba está unida para defender seu direito de criar livremente. Repudiamos esta e qualquer outra tentativa de dirigismo cultural. A contrapartida de uma obra de arte é a própria obra de arte. As Escolas de Samba devem ter autonomia para escolher seus enredos. O apoio da Prefeitura é justo e necessário. Mas não pode ameaçar a liberdade de expressão.

Por tudo isso, não podemos deixar que queiram tirar do nosso carnaval o título, arduamente conquistado, de " Maior Espetáculo da Terra".


sábado, 25 de agosto de 2012

Maria Bethânia relembra samba-enredo de 1998



Maria Bethânia se apresentou na noite de domingo, 19 de agosto de 2012, no Vivo Rio, com o show "Maria Bethânia interpreta Chico Buarque". A maior intérprete de Chico passeou por seu clássico repertório, relembrando o álbum lançado em 1975 - "Chico Buarque & Maria Bethânia - ao vivo". Com a casa lotada e ingressos esgotados no mesmo dia em que foram dispostos à venda, Bethânia se apresentou durante pouco mais de uma hora, num show emocionante e com a presença do homenageado. A Abelha Rainha, encerrou a primeira parte do show com o samba-enredo da Estação Primeira de Mangueira, do carnaval de 1998, quando a verde-rosa prestou homenagem a Chico com o enredo "Chico Buarque da Mangueira". Neste momento o palco se iluminou de verde-rosa e Bethânia lembrou que se fez presente no desfile. A artista desfilou no carro Abre-Alas, junto com outros intérpretes de Chico Buarque.


CHICO BUARQUE DA MANGUEIRA
  


Mangueira, despontando na avenida
Ecoa como canta o sabiá
  Lira de um anjo em verso e prosa
De um querubim que em verde e rosa
Faz toda a galera balancar
Hoje o samba saiu
Pra falar de voce
Grande Chico iluminado
E na Sapucai eu faço a festa
E a minha escola chega dando seu recado
E o Chico das artes...O gênio
Poeta Buarque,boêmio
A vida no palco,teatro,cinema
Malandro,sambista,carioca da gema (bis)
Marcando feito tatuagem
Acordes no seu violão
Chico abraca a verdade
Com dignidade,contra a opressão
Reluz o seu nome na história
A luz que ficou na memória
E hoje o seu canto,de fé
  Vai "buarqueando" com muito axé
Ô iaiá, vem pra avenida
Ver meu guri desfilar
  Ô iaiá, é a Mangueira
Fazendo o povo sambar (bis)