Carnaval

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Música + Carnaval

Realizou-se no dia 29 de setembro de 2010 a palestra-show com Aroldo Costa e Eduardo Dussek, na Casa França Brasil.

Confira a sinopse do evento:

As marchinhas Mulata bossa-nova, O teu cabelo não nega e Ala la-ô despontaram no carnaval carioca.E essas composições de João Roberto Kelli, Lamartine Babo e Nássara são apenas alguns dos clássicos que animam, até hoje, os foliões espalhados nos bailes e ruas da cidade. Na avenida, nomes como os de Silas de Oliveira, Dona Ivone Lara e Luiz Carlos da Vila destacam-se entre os principais compositores de sambas-enredo.

Eduardo Dussek: Iniciou a carreira como pianista de teatro. Compôs trilhas para peças musicais e fez shows cult, na segunda metade dos anos 1970. A formação na MPB tradicional de Noel, a Bossa Nova, Tropicália e marchinhas de Lamartine e Braguinha, não o impediu de produzir para rock, nos anos 1980. Desde então, o ecletismo, a irreverência, a teatralidade e o humor pontuam sua carreira.

Haroldo Costa: Ator, produtor e diretor. Iniciou no Teatro Experimental do Negro quando atuou na peça de Lucio Cardoso, intitulada O filho pródigo. De volta ao Brasil, depois de viajar pelo mundo com a companhia de danças Brasiliana, foi convidado por Vinícios de Morais para protaganizar a peça Orfeu da Conceição. Alguns de seus livros sobre carnaval são considerados referência no assunto, tais como 100 anos de carnaval no Rio de Janeiro (2001) e Salgueiro - 50 anos de Glória (2003).

Confira as fotos do evento




sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Nelson Sargento e os 100 anos de Noel Rosa

Realizou-se na última quinta-feira (14 de outubro de 2010) o show de Nelson Sargento no Centro Cultural Light. O evento faz parte de uma programação realizada pela Light para homenagear o centenário de Noel Rosa.

No alto de seus 86 anos, um dos maiores sambistas e baluarte da Estação Primeira de Mangueira, Nelson Sargento cantou para um teatro lotado de fãs. Autor dos famosos versos: "Samba/ Agoniza mais não morre/Alguém sempre te socorre/ Antes do suspiro derradeiro...", Nelson mais uma vez comprovou que o samba não morreu e que ele é um autêntico defensor do ritmo que contagia o sambista.

O show foi dividido em duas partes. Na primeira, Nelson e os cinco músicos que o acompanhava - entre eles seu filho Ronaldo - cantaram sambas de Noel Rosa, na segunda, Nelson interpretou sambas de seu repertório.

Sempre brincalhão, reclamou quando alguém na plateia pediu-o para que bebesse água, dizendo que água não é bebida que se ofereça a sambista, mas que conselho bom a gente tem que aceitar, pedindo licença para, então, molhar a palavra.

Nelson Sargento contou para o público que conheceu Noel Rosa no morro do Salgueiro. Noel estava do lado do seu grande amigo Cartola. Nessa época, Nelson morava no Salgueiro.

Quando se despedia, o público não aceitou, pedindo-o que cantasse mais uma. Alguém pediu "Agoniza mais não morre", eu pedi "Primavera". Nelson, então, falou que teriam que aumentar seu cachê e gentilmente cantou as músicas pedidas.

O público que assistiu ao show, ainda, pode aproveitar para comprar o último disco do "velho mestre", intitulado "Versátil", um álbum com 16 músicas. Tranquilamente, Nelson atendeu seus fãs com autógrafos e fotos e consedeu entrevista.


Confira fotos do show de Nelson Sargento



Confira Programação Completa do Centro Cultural Light


SETEMBRO

16/09 = Zé Renato
23/09 = Pedro Miranda
30/09 = Elton Medeiros

OUTUBRO

07/10 = Normando Santos
14/10 = Nelson Sargento
21/10 = Galocantô
28/10 = Henrique Cazes e Cristina Buarque

NOVEMBRO

04/11 = Marcos Sacramento
11/11 = Arronco de Varsóvia
18/11 = Elisa Addor
25/11 = Ana Costa

DEZEMBRO

02/12 = Anjos da Lua
09/12 = Batuque de Cozinha
16/12 = Velha Guarda de Vila Isabel

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Revistas de Carnaval


Beija-Flor - 2010





Beija-Flor - 2007





Beija-Flor - 2005






Beija-Flor - 2004






Beija-Flor - 2003



Beija-Flor - 2002




Roteiro dos Desfiles  - Sexta-Feira- 2014



Roteiro dos Desfiles  - Segunda-Feira - 2014




Roteiro dos Desfiles  - Sexta-Feira - 2013





Roteiro dos Desfiles  - Segunda-Feira - 2013







Roteiro dos Desfiles  - Sábado - 2014





Roteiro dos Desfiles  - Domingo - 2014



Roteiro dos Desfiles  - Sábado - 2013



Roteiro dos Desfiles  - Domingo - 2013




Roteiro dos Desfiles  - Campeãs de 2013




Regulamento LIERJ - Carnaval de 2014




Mangueira - 2014





Regulamento LIESA - Carnaval de 2014




Livro de Enredo - 2014





Manual do Julgador - 2014




Manual do Julgador - 2013





Abre-Alas - Segunda-Feira - 2014




Abre-Alas - Domingo - 2014




Abre-Alas - Domingo - 2013




LIESA News - nº 13




Ensaio Geral - nº 32




Cante Com a Gente - nº 8




Mangueira - 2007




Mangueira - 2006







Ensaio Geral - nº 31





Mangueira - 2003





Beija-Flor - 2013






Beija-Flor - 2012



Beija-Flor - 2011



Imperatriz Leopoldinense - 1987


Roteiro dos desfiles - 2012 - Grupo Especial - Segunda-Feira





Salgueiro - 2013






Mangueira - 2010





Portela - 1976





Portela - 2012




Mangueira - 2005





Samba em Revista - nº 3






Mangueira -  2012




Mangueira 70 Anos







A voz do Morro - Nº 56



Cartilha do Samba - AESMRIO - Nº 03





Roteiro dos Desfiles - Domingo 2012





Separata Rio Samba e Carnaval - 1988





Separata Rio Samba e Carnaval - 1993






Separata Rio Samba e Carnaval - 2013



Separata Rio Samba e Carnaval - 2012





Vila Isabel - 2012



LIERJ - Série A - 2013



História do Samba - Capítulo 39




Plumas e Paetês - nº 1




Roteiro de Desfile - Salgueiro 2013





Portela - 2010





Panfleto Novo Sambódromo - 2012





Separata Rio Samba e Carnaval - 2011






Separata Rio Samba e Carnaval - 2010








 Separata Rio Samba e Carnaval - 2006




Vila Isabel - 2013






Abre-Alas (Revista de Exposição)







LESGA, nº 5





Mangueira - 2004





LESGA, nº 2






LESGA, nº1





LIESA News, nº 4, 2006.





Cante com a Gente, nº 07




Imperatriz Leopoldinense - 2012






Mangueira - 1973






Unidos da Tijuca - 2007








Império Serrano - 2009








Mangueira - 2001







Mangueira - 2013






LESGA nº 6








Samba em Revista nº 1








Mangueira - 2002






Mangueira - 1989





Mangueira - 2009






Revista Carnaval - nº 15




Mangueira - 2011




Ensaio Geral - nº 30





Ensaio Geral - nº 29




Ensaio Geral - nº 28



Ensaio Geral - nº 27





LIESA News - nº 12












LIESA News - nº 11







Cante com a gente - Nº6






Samba do Rio de Janeiro - II







Samba do Rio de Janeiro - I



Ensaio Geral - Fevereiro de 2011






Cante Com a Gente





Ensaio Geral - Novembro de 2010




Ensaio Geral - Janeiro de 2010




Ensaio Geral - Novembro de 2009


Ensaio Geral - Dezembro de 2009


Ensaio Geral - Setembro de 2008


Ensaio Geral - Dezembro de 2007



LIESA News - 2007




Ensaio Geral - Dezembro de 2006


Ensaio Geral - Setembro de 2006



Ensaio Geral - Dezembro de 2005


Ensaio Geral - Setembro de 2005


LIESA News - 2006, parte 1


LIESA News - 2006, parte 2


LIESA News - 2010


























quarta-feira, 6 de outubro de 2010

"Gente Humilde"




Bota - Abaixo e Passa - Fora! Final do século XIX, fim da escravidão no Brasil: cada negro livre, porém sem trabalho e sem moradia. O cenário do centro da cidade do Rio de Janeiro era de superpopulação, com ruas estreitas e muito trânsito vindo do porto. O Poder Público, com o apoio Federal, (já naquela época) sem saída para os problemas desse caos urbano e, junto a isso, um surto de epidemias... O que fazer? A solução encontrada foi demolir as moradias. "Cabeças de porco", cortiços, oficinas de fundo de quintal, ou seja, afastando a classe menos favorecida do Centro para uma reforma sanitária e urbana (inspirada na arquitetura e urbanismo Franceses); dando início, assim, ao famoso "bota abaixo". Surge, então, a ocupação das Freguesias que, pouco a pouco, vão se transformando em bairros urbanos com a extensão das linhas ferroviárias para a locomoção dos trabalhadores ao Centro da Cidade. E nasce assim o subúrbio carioca, com uma identidade própria, dentro de uma cidade considerada a capital cultural do país. Cada um no seu quadrado Hoje, na mesma ferrovia, voltando do trabalho, comecei a imaginar como as coisas no subúrbio mudaram ou se perderam com o passar dos anos. Sou suburbano sim, moro logo ali, num lugar para onde Cristo ficou de costas. Por que será? Por que não projetaram também um giratório nele? Deixaram-no olhando para o lado de lá, mas... Tudo bem, isso não vem ao caso, sei que Ele também olha por nós. Do outro lado, lugar onde vivo, existe um povo feliz e que luta como se o amanhã só dependesse dele mesmo. "É... Lá a chapa é quente... E que futuro pode ter toda essa gente?" (Como dizia o poeta). Será que o mapa anda meio desbotado justamente na parte onde moro? Onde moro não tem turistas, não tem famosos, e nem sai fotos nas revistas... Mas nos jornais sim, ah isso sai e muito... Também, da forma que a violência vem crescendo!!! Precisamos combate-la, e isso é fato! Mas será que o tal "carro de aço" que sobre o morro para extinguir o mal, não poderia ter também um acoplado a reboque que levasse educação, saúde e alimentação? Poderíamos ter menos foras da lei. "Para suburbano, pouca comida, e de sobremesa bala perdida" As coisas por aqui estão muito diferentes. Os cinemas eram as grandes salas dos bairros, pomposas por sinal, com cadeiras aveludadas, grandes escadarias e a famosa lojinha de pipoca na entrada. Hoje são nos shoppings e as antigas são usadas para "outros fins"... E com direito a "sacolinhas"! Mas hoje existem também os "sacolões", forma carinhosa que chamamos os hortifrutis. Em todo canto tem um. Comerciantes vão ao Ceasa e compram produtos para revender em seus estabelecimentos. É a necessidade dando lugar à criatividade que invade o mercado. E por falar em mercado, o de Madureira hoje é considerado o "Shopping da fé". Atualmente, ele é responsável pela maior venda de produtos religiosos da cidade. Uma promessinha aqui, uma macumbinha ali... Afinal, aqui vive um povo que, apesar de esquecido, traz em sua crença a esperança de construir um futuro melhor. "... Esqueceram de mim" Já que foram construídas vias de tudo que é cor, cavaram túneis, encurtaram distâncias, mas tudo isso só serviu para vermos mais de perto o que não temos. Não poderiam ter construído mais caminhos que nos levassem à igualdade social? A originalidade está sendo posta de lado. Não posso mais sair pelas ruas sem a preocupação de encontrar os ditadores de tendências de moda pelas esquinas. As crianças não brincam mais pelas calçadas, não soltam pipas, quase não jogam mais futebol e não sonham mais em ser um craque da bola. Hoje não temos mais aquele famoso festival de pelada com direito a raspa-raspa de groselha, onde nasceram grandes craques internacionalmente conhecidos. Quantas seleções formaríamos só com os craques revelados do subúrbio? Muita coisa mudou. Nos almoços de domingo era sagrada aquela galinha caipira preparada com tanto carinho pela minha mãe. Lembro que os vizinhos se reuniam para conversar até altas horas, amigos jogavam dominó ou sueca pelos bares, enquanto "molhavam a palavra numa boa". Mas criaram uma lei que secou do lado de cá, pois ninguém bebe no subúrbio morando na Zona Sul. Certas coisas só aconteciam no subúrbio como, por exemplo, pintar a casa no natal, usando o 13º salário. Existia um certo orgulho do lugar onde morávamos. Eram "casas simples, com cadeiras na calçada, e na fachada escrito em cima que é um lar". ... Mas o sol brilha para todos! Na luz do amanhecer, nasce também a esperança de cada dia de uma gente forte e que, apesar de tudo, continua alegre e festeira, "sacudindo a poeira suada da luta e fazendo a brincadeira"! Esse é o povo que sempre buscou em coisas aparentemente simples uma forma de ser feliz. Inventou ou preservou festas, descobriu também nos blocos carnavalescos de rua que a desorganização era a tônica da coisa e, com fantasias e instrumentos improvisados, mostravam a marca do nosso humor. E hoje grandes Escolas de Samba, também oriundas do subúrbio, fazem parte de uma cultura das maiores festas do mundo. Afinal, o nosso carnaval faz parte do patrimônio cultural do Rio de Janeiro e isso nunca pode acabar! Vamos resgatar o que perdemos e preservar o que nos resta de bom. Pois vejo raiar o sol de dias melhores... ... E eu que creio peço a Deus por minha gente, é gente humilde!

Enredo: Amauri Santos e Paulinho do Ouro
Pesquisa: Luiz Carlos Máximo

Sinopse da Rocinha, carnaval 2011

Rocinha! Estou vidrado em você


Hoje vou mostrar, com transparência, minha longa vida de transformação ao lado do Homem. De lendas criadas sobre minha descoberta à datação de peças achadas em escavações arqueológicas e, principalmente, todas as mudanças que minha existência proporcionou ao dia a dia do ser humano. Conta a lenda que nasci de uma alquimia acidental, quando numa fogueira feita por fenícios, sobre a areia, foram depositadas pedras de sílica que junto com o fogo fez na manhã seguinte um líquido viscoso escorrer desta fogueira. Esse, ao esfriar, cristalizou-se como uma pedra preciosa encantando os mercadores. Minha existência é milenar. Achados arqueológicos indicam o meu uso em peças pequenas de bijuteria e decoração. Adornei faraós, enfeitei suas tumbas e guardei produtos de beleza de reis e rainhas em formas ainda rudimentares. Fui desejado por impérios e comercializado como jóia. Em terras egípcias, os fornos foram aquecidos por foles que aumentaram minha temperatura, facilitando o meu manuseio. Fui soprado como um balão e deram formas novas a meu existir. Levado ao ocidente, por romanos conquistadores que, com técnicas mais apuradas, moldaram a arte de me criar. Na Idade Média, narrei histórias religiosas para seus fiéis em mosaicos coloridos que adornavam as catedrais. Com o meu amadurecimento, fui misturado e modificado. Adicionando chumbo, virei cristal e, pintado com prata, refleti a imagem deste criador. Ao lado do ouro, decorei os mais lindos castelos e me tornei um precioso artigo de ostentação para nobres. Com a areia escorrendo dentro de mim, marquei o tempo e vi a popularização do meu uso chegar às mãos dos meros mortais, ajudando a focar suas visões e a matar suas sedes. Temperaram minha alma, e deixei o mau tempo do lado de fora. Da chuva e do vento, protegi os seus passeios sobre rodas. Um brinde à vida no tilintar dos meus encontros. O tempo todo estou ao lado de vocês, será que não percebem isso? Minha natureza inusitada faz com que eu assuma várias formas e tenha muitas utilidades. Eu queria ter visto Thomas Edson acender sua lâmpada sem minha transparência. A ciência e a tecnologia me impulsionam sempre à frente. A comunicação via rádio e televisão não existiriam sem que meu corpo protegesse as antigas válvulas incandescentes. O homem enxergou o espaço e olhou para dentro de seu corpo ajustando o foco em minhas lentes, observou o microcosmo que o cerca, misturou fórmulas em meus recipientes. Dados percorrem o meu ser levando informações de alta qualidade pelo mundo, e, assim, eu sei que ainda tenho um longo caminho a percorrer com o meu inventor. Voaremos nas asas vidradas de uma borboleta rumo ao desconhecido.

Texto: Luiz Carlos Bruno
Carnavalesco assistente: João Victor
Revisão: Hermínio Mattos Russo e Maria Gabriela Matos de Oliveira.